Olá amigos, conforme prometido vou publicar alguns trechos do forum do Paulo Freire, foram muitas postagens no dia, dessa forma não publicarei a íntegra da discussão. Escolhi alguns trechos e dividi em partes para facilitar aos leitores.
Segue uma parte do debate e na sequência publicarei o restante.
Profª. Márcia Mello diz (04 de julho):
Bom dia caros alunos da comunidade virtual!!!!!!
É com muito prazer que inicio mais uma aula à distância, agora com o módulo "Projetos interdisciplinares", cuja temática é o ensino e diferentes formas de se organizar o currículo escolar.
Desejo a todos uma ótima aula!!!!!
Professora Márcia
Paulo Ramão diz (04 de julho):
Prezada Profa. Márcia e diletos confrades, bom dia!
Iniciando as discussões de nossa aula de hoje, posto aqui minhas considerações iniciais:
Creio que uma das grandes contribuições de Paulo Freire para o Ensino é deixar claro o objetivo de educar para a Cidadania, para que o sujeito se descubra como objeto e construtor de sua própria história e da comunidade onde vive. Tudo isso com uma visão consciente e crítica. Essa proposta de Freire toma por base o indivíduo e suas experiências, construindo, a partir daí, uma nova prática educadora, fazendo-o acreditar ser capaz de promover grandes transformações em si e, por conseqüência, na sociedade onde está inserido.
A partir desse modelo educacional proposto por Paulo Freire, somos levados a buscar redefinir o papel do professor na sala de aula e nossa prática. O processo de Ensino deve ser estimulante, interativo, inter e transdisciplinar, remetendo os alunos à busca de soluções para problemas vivenciais, relacionando teoria e prática, e propiciando espaços para que se desenvolva o auto-aprendizado, fomentando debates, propiciando o compartilhamento de saberes.
Usando parte de uma frase interessantíssima de nossa colega Maria do Carmo Crosatti Gazola, em post no fórum do módulo de Psicologia da Educação, “... educar os olhos para a leitura do mundo... ”.
Citando o grande educador, “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção... Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao aprender”.
Jacta est!
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
Profª. Márcia Mello diz (04 de julho):
Paulo,
Ótimas observações iniciais. Você aponta o conceito de ensino de Paulo Freire que é a mola propulsora das nossas discussões no módulo. Esse conceito está contido no documentário e no livro Pedagogia da autonomia como você referenciou.
Patrícia Tavares Delfino diz (04 de julho):
Bom dia Profª. Márcia e colegas de estudo.
Nossa fiquei emocionada com o video sobre a vida e obra de Paulo Freire.
Como pôde ter existido alguém que se preocupa-se com a educação dos oprimidos.
É confortante saber das teorias e técnicas aplicadas por ele.
São exemplos a serem seguidos.
Principalmente daquelas pessoas simples que com a alfabetização se achavam as melhores do mundo.
(...)
"a participação na construção de uma sociedade mais justa e humana, envolvendo intervenções sociais, interligando o ensino e pesquisa; e a contribuição na formação técnica e humana de profissionais cidadãos" (Lima, 2004).
Este artigo qual a profa pediu que lessemos nos faz refletir de como a teoria de Paulo Freire não era apenas ensinar o abc ao oprimido, mas sim incluí-lo na sociedade e fazê-lo participante dela, gozando de seus direitos e deveres civis.
Profª. Márcia Mello diz (04 de julho):
Patrícia e caros alunos,
Que bom que gostou, eu também me identifico muito com os conceitos de Paulo Freire.
Para melhor conhecimento de todos faço alguns comentários iniciais:
Paulo Freire, educador pernambucano nasceu em 1921 e morreu em 1997.
Apontou a necessidade de iniciarmos o processo de ensino-aprendizagem com um tema gerador (que nasce das necessidades dos educandos).
Paulo Freire propõe exercitar nos alunos a formação de uma consciência crítica.
As etapas da formação da consciência crítica para Paulo Freire são:
1) Investigação: descoberta do universo vocabular dos educandos.
2) Tematização: nesta etapa são identificados os temas geradores.
3)Problematização: é o momento da conscientização para a transformação social.
Profº. Gilson diz (04 de julho):
Olá Paulo
Não posso deixar de comentar sua observação com uma frase de Galliano
"O Conhecimento Liberta"
É impressionante como novas perspectivas surgem quando passamos a compreender o contexto em que vivemos e conseguimos aproveitar melhor o que está ao nosso redor.
Para isso é preciso "um novo olhar", tão discutido anteriormente.
Brindemos ao saber!
Um abraço
Prof. Gilson
GALLIANO, A. G. O Método Científico: Teoria e Prática. São Paulo – SP: Editora HARBRA Ltda, 1986.
Rosana Nunes diz (04 de julho):
Bom dia professora Márcia e colegas de curso
O que eu vejo e sinto na obra de Paulo Freire não é apenas a educação escolar em si, mas a preocupação em transformar "pessoas", em ampliar a forma de comunicacão, em preparar cidadãos e junto a consciência coletiva de que precisamos mudar o sistema e a forma como somos tratados.
O que me chama a atenção, também, no trabalho de Paulo Freire é sua postura ética. Quando ele cita que não adianta a estética sem a beleza interior, nos chama a atenção sobre o ser "verdadeiro" em nosso trabalho como educador. Sendo assim, não podemos nos exluir do contexto político, temos que assumir nossas posturas e assim transformar nossos pensamentos em ações efetivas dentro da educação.
Paulo Freire diz: RAÇA? SER HUMANO...quanta sensibilidade!!!
Josiele Stoco diz (04 de julho):
Bom dia à todos!
Falar de Paulo Freire é maravilhoso, ele não é só um "transformador" de conceitos, mas também, um poeta da vida, uma pessoa capaz de enxergar a vida com outros olhos mesmo com tanta desigualdade e miséria no mundo.
(...)
Bom, as minhas considerações (humildes considerações diga-se de passagem, ainda mais sobre Paulo Freire!) sobre a contribuição de Paulo Freire para o ensino são as seguintes:
Sem dúvida nenhuma Paulo Freire foi um grande sábio no cenário educacional brasileiro, e porque não dizer um grande poeta da vida. Sua percepção apurada das pequenas coisas do viver humano o fez perceber o quanto a aprendizagem está amarrada a vivência diária e como é importante levar isso em consideração na alfabetização das crianças, dos jovens e adultos.
Como é interessante observar suas falas e perceber que tudo estava ali à nosso alcance, mas nunca fomos capazes de enxergar até que ele apontasse o caminho, como é penoso ver os rumos que a educação brasileiro tomou seguindo o modelo de “educação bancária”.
A pedagogia da inclusão é justamente um modo de rever nossas ultrapassadas formas de ensinar, nossos erros e pré-conceitos em relação aos educandos que chegam até nós com tantas experiências riquíssimas de vida. É incluir desde o catador de papel até o filho do artista de circo que vive viajando, é buscar ensinar a partir de conhecimentos já adquiridos na rua, em casa, com amigos, família, no viver diário.
Paulo Freire não abriu uma porta para a mudança na educação, e sim a escancarou, contudo, ainda depende de cada um que atua na área educacional decidir se vai passar por ela ou não e, infelizmente ainda é muito comum encontrar o depósito de conteúdos nas escolas, no entanto, mesmo com tantas barreiras ainda a serem derrubadas e tantos outros obstáculos a serem enfrentados, ele foi de suma importância para as mudanças que passaram a ocorrer nesse meio.
Leandro Santana diz (04 de julho):
(...)
Comentar um pouco sobre o professor pesquisador Paulo Freire é muito legal no processo de ensino aprendizagem, pois buscava nas coisas mais simples um jeito interessante de se ensinar, conhecendo as necessidades do povo.
Profª. Márcia Mello diz (04 de julho):
Rosana, Leandro Santana, Josiele, Paulo e Gilson
Muito bom estarmos juntos.
Vocês apontam a importância de considerarmos novas formas de tratarmos o conhecimento e o ensino. Realmente Paulo Freire rompeu com o modelo tradicional de ensino. Ele considerava tal modelo arcaico e reprodutor das desigualdades sociais.
Dessa forma os conteúdos escolares, para Paulo Freire, não precisam ser prescritos em cartilhas ou livros didáticos,mas sim nascer dos interesses e das necessidades dos educandos. Daí a importância dos temas geradores.
De acordo com Paulo Freire, no trabalho com os temas geradores (com projetos de ensino ou não), tanto educadores quanto educandos envoltos numa pesquisa, não serão mais os mesmos. Os resultados implicam em mais qualidade de vida, são indicativos de mais cidadania, de mais participação nas decisões da vida cotidiana e da vida social.
É o que necessitamos com urgência!!!!!!!
terça-feira, 14 de julho de 2009
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