Um dos mestres do conto moderno, o escritor e dramaturgo russo Anton Tchekhov é inspiração de quatro espetáculos do Fringe nessa edição do Festival de Teatro de Curitiba. As peças “Os Malefícios do Tabaco”, da companhia paulista Complexo de Actoris, “Base Triangular”, dos paranaenses da Assep(Cia) de teatro, “Salada Russa”, do Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera, SP, e “O Urso e o Jubileu”, da companhia Por Mares Nunca Dantes Navegados são as responsáveis por trazer aos palcos todo o realismo do texto do autor.
Monólogo em um ato escrito em 1886, “Os Malefícios do Tabaco” aborda temas cotidianos e ainda atuais da vivência humana através da história do personagem Ivan, um homem comum convidado a palestrar numa conferência beneficente acerca dos aspectos negativos do tabaco. Sozinho diante da platéia, compartilha sentimentos, expectativas e lembranças de uma patética vida de casado.
O texto original de “Base Triangular”, por sua vez, teve como ponto de partida leituras da obra “As três irmãs”, de Tchekhov (além de influências de “Acasos pensados” de Luci Collin). O autor Ali Freyer cria uma comédia de humor negro que discute o embate entre o ser social e a vontade individual; a tradição e o instinto, numa trama permeada por temas como família, ineficiência de poderes governamentais e alienação.
O Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera e a companhia Por Mares Nunca Dantes Navegados homenageiam Tchekhov em espetáculos que encenam, simultaneamente, duas de suas obras mais reconhecidas. “O Urso” é apresentado em ambas montagens, além de “Os Malefícios do Tabaco” (em “Salada Russa) e “Jubileu” (em “O Urso e o Jubileu”).
O autor
Nascido em 17 de janeiro de 1860 em Taganrog, Rússia, Anton Pavlovich Tchekhov era de família humilde, que em carta ao irmão resumiu a sua infância em uma frase plena de ironia: "Filho de um servo, ... servente de loja, cantor na igreja, estudante do liceu e da Universidade, educado para a reverência de superiores e para beijos de mão, para se curvar perante os pensamentos alheios, para a gratidão por qualquer pequeno pedaço de pão, muitas vezes sovado, indo à escola sem galochas".
Apaixonou-se pelo teatro aos 13 anos e, pela escassa possibilidade econômica e lei vigente que então proibia a entrada de menores desacompanhados nos espetáculos, fantasiava-se de adulto, com barba postiça, para ter acesso à platéia. Com pouco mais de 20 anos já era considerado um escritor conhecido no meio literário da Rússia, recebendo em 1888 o Prêmio Puchkin.
Fonte: http://festivaldecuritiba.com.br/noticias/ver/23/Dramaturgo_russo_homenageado_no_Fringe
domingo, 26 de fevereiro de 2012
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